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terça-feira, 24 de maio de 2011

Depoimentos e Mensagens

Nossa Terrra – Macau RN

No ano de 1825, as águas do oceano Atlântico começaram a invadir a ilha de Manoel Gonçalves que era habitada por portugueses interessados na exploração e no comércio do sal. Em 1829, impossibilitados de permanecerem na ilha os moradores partiram em busca de outro local, na mesma região e encontraram outra ilha que oferecia melhores condições para a instalação do povoado. A agradável ilha descoberta recebeu o nome de Macau, nome originário da palavra chinesa Amangao que significa Porto de Ama, a deusa dos navegantes. Com o passar do tempo e o desaparecimento completo da ilha de Manoel Gonçalves, a pequena Macau foi crescendo e se desenvolvendo, consolidando-se como um forte povoado às margens do oceano Atlântico. Entre seus fundadores destacaram-se os portugueses Martins Ferreira e seus genros Antônio Joaquim de Souza, Manoel Antônio Fernandes, José Joaquim Fernandes, Manoel José Fernandes e o brasileiro João Garcia Valadão,o João da Hora. Até os anos 60 do século passado, Macau era o maior centro portuário do Rio Grande do Norte, em consequência de sua elevada produção de sal. Ao mesmo tempo, os trabalhadores dos vários setores das salinas faziam grande movimentação social, política e econômica. Ao contrário do que se esperava em Macau, desde a sua fundação, no final dos anos 60 foi construído um porto ilha no alto mar de Areia Branca com a finalidade de fazer o embarque de sal da região, mesmo Macau sendo a maior fonte de produção de sal da zona salineira do território portiguar. Mesmo assim, Macau continua sendo a área mais adequada do Estado para a instalação de um parque da indústria química e de seus derivados na região Nordeste. Impulsionado pela grande produção de sal o povoado de Macau foi crescendo e no dia 2 de outubro de 1847, de acordo com a Lei nº 158, desmembrou-se de Angicos tornando-se um município do Rio Grande do Norte.






Blog do Borjão
http://blogdoborjao.blogspot.com/2009/04/voce-sabia_28.html

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O Que Penso E Sinto Por Areia Branca



Carlos Santos

Não costumo dar resposta a anônimos, ignoro provocações ou insinuações de quem tem vergonha do próprio nome. Refiro-me a essa gente frouxa, que se esconde em pseudônimos e endereços apócrifos.

Mas vou abrir uma exceção.

Recebi um e-mail com nome e endereço falsos. Pelo estilo e sistema de rastreamento de I.P. (endereço de computador) não foi difícil chegar ao seu autor.

Faz-me ameaças e avisa que não devo emitir comentários sobre a política de Areia Branca. Não me surpreendi.

Tudo ficou na medida de sua baixa estatura, marcada pela ausência de caráter.

Minha resposta vai em forma de memorando a todo e qualquer outro indigente moral e covarde.

Não sou um estranho em Areia Branca. Tenho laços familiares e amizades que não se desmancham como a espuma do vaivém da maré.

Minha convivência com outros, nesse belo lugar, não é definido por critérios bobos e atrasados, em que as pessoas são amigas ou inimigas pela cor partidária, se é "Bicudo" ou "Bacurau", governista ou oposicionista.

Gosto de gente. Do traço de humanidade que existe em cada uma delas. Adoro Areia Branca de graça há mais de 30 anos.

Convivo com os contrários sem predileções sazonais e não uso máscaras para dizer o que penso a cada um deles. Sou transparente, mas nem por isso frágil.

Continuarei escrevendo e falando sobre Areia Branca. Saudarei meus amigos (e farei outros), mas com respeito a quem não gosta de mim.

A minha Areia Branca é de dona Luquinha, de mestre Bagaé, de Dedé Melão, professor José Nicodemos, escritor Deífilo Gurgel, desembargador João Rebouças, vereador Paulo Wagner, jornalista Luciano Oliveira, advogado Rogério Edmundo, ex-prefeito Expedito Leonez, ex-vereador Cleodon Bezerra, ex-vereador Francisco Macedo, Chicão do Mel, ex-ministro Fausto, José Leite, o cantor Siqueira, radialista Jailton Rodrigues, advogado Miguel Josino, prefeito "Souza", Edvanda Pereira da Fundação de Cultura, escritor Chico de Neco Carteiro, de minha mãe Maura Oliveira, ex-jogador de futebol Vildomar, vereadores José Nazareno e Aldo Dantas, dona Chaguinha Edmundo, Rudson de Góis, músico Tico da Costa, ex-prefeitos Chico Costa e Luiz de Vovô, primeira-dama Joseana, empresário Carlos Soares e tantas outras pessoas que a memória não junta agora.

Portanto, não tenho motivos para me afastar do que gosto (jornalismo político e Areia Branca). Assim continuarei.

Nâo sou forasteiro, aventureiro ou desconhecido. Tenho raízes no lugar. E o que me parece mais significativo: gosto de graça. Não cobro retribuição. Amor por inteiro.

Areia Branca não pode ser de uns poucos, sobretudo alguns que apenas a querem para saquear. Deve e continuará sendo daqueles que lhe querem bem. É o que penso e sinto.

Imagem do dia em que as candidatas ao Miss RN 2011 eram aguardadas na cidade. Foto de Jailton Rodrigues

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O Plano Diretor de Areia Branca


Artigo nº 01 - Giácomo Palumbo e o Plano Diretor de Areia Branca.

GIÁCOMO PALUMBO, arquiteto e urbanista italiano foi convidado na década de 20 pelo governador Juvenal Lamartine para elaborar o que chamou de "Plano de sistematização urbana de Natal".

Foi uma proposta técnica antecipadora e que grandes benefícios trouxe para o desenvolvimento urbano da nossa cidade.

FRANCISCO FAUSTO DE SOUZA, foi o primeiro Prefeito Municipal eleito do Município de Areia Branca, no triênio 1929/1931.

Exerceu também, por seismandatos, o cargo eletivo de deputado estadual. Era Sócio Correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do RN, historiador e genealogista, autor doensaio "À guisa da história do município de Areia Branca " e " História de Mossoró", obras publicadas em 1979 pela Editora Universitáriada UFPB.Patrono daCadeira 35 da Academia Norte-Riograndense de Letras por indicação de Luís da Câmara Cascudo, hoje ocupada pelo Prof.

João Batista Cascudo Rodrigues, de Mossoró, Cel. Fausto, como era conhecido, é nome de rua em Areia Branca,Mossoró e Natal, além de patrono da Loja Maçônica da cidade que tão bem dirigiu.Giácomo Palumo e Cel. Fausto eram amigos.

A informação nos foi dada pelo seu filho, historiador Luís Fausto de Medeiros, em 1978. Luís Fausto, grande batalhador pelo porto de Areia Branca, que inclusive leva o seu nome, é pai do Ministro do STJT, Dr. Francisco Fausto de Medeiros, também testemunha das várias vezes em que seu pai narrou o fato objeto deste trabalho.Homem de visão, o Cel. Fausto solicitou de Palumbo um plano para disciplinar o crescimento da sua cidade. O arquiteto e urbanista italiano esboçou o plano após solicitar e receber de Fausto, uma planta topográfica da cidade, inclusive com observações de suas características geográficas.

A boa disposição urbana da cidade chama a atenção de leigos e estudiosos do assunto. O historiador e folclorista areiabranquense Deífilo Gurgel, em artigo feito par O Poti em 12/02/89 intitulado "Areia Branca, meu amor, " já chamava atenção para o fato, embora dando autoria do plano ao próprio Cel. Fausto que, na realidade, foi apenas o executor do trabalho do arquiteto italiano. A concepção é inteligente e, na sua essência, assemelha-se à de Brasília: um eixo central traçado a partir de uma perpendicular ao Rio Mossoró e contendo os edifícios públicos (Igreja, praça, prefeitura, mercado público, usina, escola Conselheiro Brito Guerra, praça de esportes - hoje INSS - correios, clube, posto de saúde,praça e maternidade), duas ruas paralelas ao eixo principal e destinadas ao comércio e serviços e as ruas e alamedas transversais, exatamente duas asas,norte e sul, destinadas às residências. Organizou também o cemitério, o matadouro público e uma das maiores bibliotecas públicas do Estado naquela ocasião, além de vários outros equipamentos comunitários.Pelo levantamento que estamos procedendo, somados à documentação fornecida por Luís Fausto, com comovente dedicatória, tudo indica que o plano de Areia Branca foi feito antes do de Natal. Na UFRN, procedemos a um estudo comparativo entre as propostas urbanas feitas para as duas cidades, objetivando detectar pontos comuns entre elas.

Sobre Natal já existe uma boa documentação. No caso de Areia branca, estamos colhendo ainda novos elementos. Sendo uma pessoa ligada ao Cel.Fausto por laços familiares, o esforço de pesquisa tem sido concentrado na tradiçãooral dos parentes ainda vivos, contemporâneos do ilustre homem público. O trabalho é um desafio muito grande pois a iniciativa de Fausto só tem paralelo para a época no grande trabalho de Januário Cicco sobre o saneamento urbano de Natal, obra intitulada "Como se higienizaria Natal"',documento raro cuja cópia nos foi fornecida pelo saudoso Hélio Galvão.

Estamos divulgando agora os primeiros resultados da nossa pesquisa, numa hora em que Natal se encontra num ponto crucial da sua história. Tentamos mostrar ser o urbanismo, mais do que a arquitetura, a nossa grande tradição cultural e a cidade, após o aniversário de 400 anos, ter a noção de que não deve perder a sua qualidade de vida do presente - já ameaçada - nem os caminhos do futuro.

Também como forma de alertar aos nossos dirigentes no sentido de cumprirem o preceito constitucional - Capítulo II - Da Política Urbana - O Rio Grande do Norte tem 22 municípios enquadrados nesta lei, mas só Natal possui o seu plano.Este fato, por si só, revela a grandeza do espirito de Francisco Fausto, quando há mais de meio século, sem qualquer exigência legal, apenas calcado na sua visão administrativa, dotou uma pequena cidade do interior do Estado de um Plano Urbanístico para disciplinar o seu espaço urbano.

Ronald de Góes - Arquiteto e Urbanista/Prof. Da UFRN.

domingo, 10 de outubro de 2010

Depoimentos e Mensagens


Sindicato dos Salineiros
Os cangaceiro Massilon, Lampião e Sabino


Fugindo no Trem Para Areia Branca

"Estava na casa do prefeito Rodolfo Fernandes com um grupo de amigos e familiares, todos curiosos com a evolução dos acontecimentos, pois o ataque de Lampião a Mossoró poderia acontecer a qualquer momento.Sei bem que Júlio Maia ( um dos líderes da resistência e primo do Prefeito), chegou e disse que nós tínhamos que ir também para Areia Branca de trem. Continua Natália – os homens estavam se organizando em trincheiras. O prefeito foi muito corajoso, decidido, isso é que é a verdade., Acho que fomos no último trem, já muito lotado. Foi uma verdadeira folia. Eu era muito jovem, claro que estava com medo mas naquela idade tudo era aventura. Eu ainda não conhecia João Almino. Passamos três dias em Areia Branca. Era tanto boato! As informações eram desencontradas, mas voltamos no primeiro trem."

Natália Queiroz sobre Lampião em Mossoró em 13/06/1927
Do livro “Memórias de Um Tempo Fugaz”


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"Foram duas semanas trabalhando com muito prazer e alegria. E parte disso foi por causa da acolhida carinhosa, gentil e inspiradora que a Pousada Costa Branca proporciona.
Obrigado a todos, funcionários e proprietários.
Inesquecível...
Parabéns!! E até breve."

Thiago Lacerda, 11/07/2004
Do Livro de Registro do Hotel Costa Branca Eco Resort

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O Sindicato dos Salineiros foi fundado no ano de 1935, no entanto, sua sede
própria só foi construída 14 anos depois, em 1949, na Rua Machado de Assis com a Travessa Joaquim Nogueira, e continua funcionando até hoje no mesmo local.
A estrutura arquitetônica vem sendo mantida.
Um fato marcante ocorrido na história do sindicato foi a visita dos
candidatos à presidência da república Café Filho e Eduardo Gomes, adversários políticos. Na época ambos foram recepcionados por João Cabeceira, fundador do sindicato

Ingrid Carneiro de Lima, Maria Juliana Jamille Barra de Souza e
Vladileuza Moreira de Souza
Do trabalho “Memórias de Um Lugar Esquecido no Tempo”

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Sim, alguma coisa mudou em mim a partir do momento em que vi meu filho nascer. Ele saiu do hospital numa tarde de terça feira e, já na quarta, tive que viajar. Passei a primeira noite com ele em casa – o que foi bom para ver como ele reagia ao seu novo lar – e fui pro aeroporto morrendo de dor no coração. Os shows não serão mais os mesmos. A pressa de voltar pra casa aumentará. Parti para Natal e mais quatro horas de ônibus para chegar em Areia Branca, bela cidade no litoral norte cujo nome ainda não sei se é por causa das dunas ou das salinas de lá. Foi um show agitado em praça pública e os fãs me surpreenderam com os gritos de Gabriel, Gabriel em homenagem ao “novo membro da banda”. Durante o show brincamos com as músicas: “só penso nele, quem é ele, o nome dele..é gabriel! e assim, no palco, com a banda, festejamos o seu nascimento. Um belo show para começar uma nova etapa na minha vida.

No blog Biquini Cavadão, 26/08/2008
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Chegamos a tempo de pegar a balsa de Grossos para Areia Branca, entrando então na área salineira do Rio Grande do Norte. Aparentemente a indústria do sal não gera problemas ambientais graves. É claro que a mecanização fez com que um grande contingente de trabalhadores ficasse desempregado, causando por sua vez problemas sociais na periferia destas cidades. Um pouco mais adiante e chegamos a Macau, a outra grande produtora de sal do RN. Fica na lembrança um céu sempre muito azul e uma brisa constante. O sal vive disto, do sol e do vento. Entre Areia Branca e Macau a Ponta do Mel, cujas cabras e dunas vermelhas fizeram com que a apelidássemos de “Iêmel”: Iêmen + Mel.

No site Brasilpassoapasso.com
Veja mais depoimentos e mensagens de Areia Branca no blog de Canindé Soares, no link

blog de Canindé Soares